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Brasil tem quase 29 milhões de mulheres vítimas de violência em 12 meses

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Quase 29 milhões de mulheres foram vítimas de violência doméstica ou familiar no Brasil em 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, divulgado nesta terça-feira (25). Desse total, cerca de 24,97 milhões relataram situações concretas de violência, mas não as reconheceram ou nomearam espontaneamente como tal.

A 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, com coleta de dados da Nexus, mostra que apenas 4% das brasileiras declararam espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar no ano anterior.

No entanto, quando questionadas sobre episódios específicos de violência, sem que o termo fosse mencionado na pergunta, o percentual aumentou para 33% das brasileiras. Isso representa cerca de 29 milhões de mulheres que vivenciaram situações compatíveis com violência doméstica ou familiar.

Nesse cenário, mais de 24 milhões de mulheres — cerca de 87% das vítimas — não reconheceram ou não nomearam voluntariamente essas experiências como violência.

O dado ainda revela a distância entre a violência vivenciada pelas mulheres e aquela que chega aos registros oficiais e ao alcance das políticas públicas de proteção e acolhimento. Entre as mulheres que declararam ter sofrido violência, 1,87 milhão não acionaram uma delegacia, o Ligue 180 ou o 190.

Quando esse grupo é somado junto às mulheres que vivenciaram situações de violência, mas não as reconheceram espontaneamente como tal, o levantamento chega a 26,84 milhões de brasileiras — 93,6% das vítimas — que ficam fora do registro de busca por proteção policial.

Pesquisa Nacional de Violência Contra a Mulher (DataSenado)

De acordo com o levantamento, a discrepância entre os percentuais ajuda a explicar por que os registros administrativos, por si só, não são suficientes para dimensionar o cenário da violência contra as mulheres no país. Os sistemas públicos de segurança, saúde e Justiça registraram apenas uma parcela dos casos efetivamente vivenciados pelas brasileiras.

A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher foi realizada pelo Senado Federal, por meio do Instituto DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência, em parceria com a Nexus, o Instituto Natura e a associação Gênero e Número.

Registros por estado

No cenário nacional, Alagoas é o único estado em que a proporção de mulheres que vivenciaram situações de violência sem declará-las espontaneamente como tal supera a estimativa nacional, com 36% das mulheres relatando ter vivenciado violência nos últimos 12 meses sem identificá-la dessa forma.

O estado é seguido por Amazonas, com 35%, e Acre e Tocantins, com 34%. Veja a lista completa:

Beatriz Accioly, gerente de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura, afirma que esses dados mostram que o problema é maior do que os registros oficiais conseguem registrar.

Para ela, muitas mulheres vivem situações de violência sem nomeá-las dessa forma e isso significa que a necessidade real de proteção e atendimento é muito maior do que a que hoje chega às delegacias, aos serviços de saúde e à Justiça.

Vítimas fora dos registros oficiais

A pesquisa mostra que entre as mulheres que declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar praticada por um homem, cerca de 69% afirmam que o episódio afetou sua rotina diária.

O índice revela maior impacto no Tocantins, com 78%, e o menor em Pernambuco, com 58%.

A vulnerabilidade econômica também aparece como um importante fator entre as vítimas. No Brasil, o levantamento aponta que 56% das mulheres vivem em famílias com renda de até dois salários mínimos. A proporção chega a 74% no Maranhão e em Sergipe e cai para 35% em Santa Catarina.

Já em 62% dos casos no país, o agressor é o marido ou companheiro da vítima. O percentual chega a 73% no Acre e é de 48% no Distrito Federal.

Fonte: CNN Brasil

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Desenrola Fies: prazo para adesão termina em 31 de agosto

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O prazo para adesão ao Desenrola Fies 2026, programa que estabelece condições para renegociação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) , termina em 31 de agosto. A iniciativa é voltada para estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, contemplando contratos adimplentes e inadimplentes, segundo as condições previstas para cada perfil.

O prazo estabelecido de 31 de agosto considera a vigência da Medida Provisória nº 1.355/2026, que institui o Novo Desenrola Brasil, e o calendário legislativo do Congresso Nacional, conforme disposto na Constituição Federal.

A renegociação é realizada junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. A solicitação pode ser feita pelos canais digitais das instituições financeiras ou, nos casos indicados, presencialmente nas agências. A solicitação deverá ser realizada pelos canais digitais da instituição financeira responsável pelo contrato do estudante.

Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, no âmbito do Desenrola Fies, assim como aqueles com contratos nas fases de utilização ou de carência. A data de 4 de maio de 2026 é utilizada como referência para verificar a situação do contrato e aplicar critérios como o tempo de inadimplência e o enquadramento do estudante no Cadastro Único (CadÚnico).

Condições – As condições oferecidas variam de acordo com a situação de cada contrato. Os descontos disponíveis devem ser consultados nos canais oficiais do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Dependendo do perfil da dívida, os benefícios podem ser aplicados tanto para a quitação à vista quanto para o pagamento parcelado, conforme as regras específicas de cada faixa de renegociação.

Estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes também podem participar. Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores desses cadastros, quando aplicável.

Como renegociar – O procedimento pode ser realizado pelos aplicativos oficiais dos agentes financeiros ou presencialmente em qualquer agência do banco responsável pelo contrato. Não é necessário comparecer à mesma agência onde o financiamento foi originalmente contratado.

Quem possui contrato administrado pelo Banco do Brasil pode utilizar o aplicativo BB. Para contratos da Caixa Econômica Federal, a renegociação está disponível no aplicativo Fies Caixa. Em situações específicas, como parcelamentos mais longos que exigem fiador, o estudante poderá ser orientado pelo sistema a procurar atendimento presencial.

A apresentação da proposta, no entanto, não conclui o processo. A renegociação somente é efetivada após o pagamento da parcela de entrada. Caso esse pagamento não seja realizado, a proposta é cancelada. Cada contrato pode passar por apenas uma renegociação durante a vigência do Desenrola Fies.

Canais de atendimento – Para contratos do Banco do Brasil, os estudantes podem obter informações pelo aplicativo BB ou pelos telefones 4004-0001 e 0800 729 0001.

Na Caixa Econômica Federal, o atendimento está disponível pelo aplicativo Fies Caixa e pelos telefones 4004-0104 e 0800 104 0104.

Novo Desenrola Brasil – Instituído pela Medida Provisória nº 1.355/2026, o programa é voltado à renegociação e à regularização de dívidas de pessoas físicas, com o objetivo de contribuir para a recuperação da capacidade financeira das famílias. A medida também alterou a legislação do Fies, estabelecendo as condições para a renegociação dos contratos abrangidos pelo Desenrola Fies.

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e aderirem ao programa.

Fonte: Agência Gov

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Castramóvel oferece castração gratuita para cães e gatos até domingo

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A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), por meio da Coordenadoria de Proteção Animal (CPA), deu início nesta quinta-feira (27) a mais uma edição do “Castramóvel”, serviço itinerante que oferece castração gratuita para cães e gatos.

A ação acontece até o próximo domingo (30), das 8h às 16h, em três pontos da cidade. Confira o cronograma completo:

· Quinta e sexta-feira (27 e 28): Campo do Abobrão – Zona Sul;

· Sábado (29): Praça CEU – Zona Leste;

· Domingo (30): Escola Orgulho do Madeira – EMEF Maria Francisca de Jesus Gonçalves.

Serão atendidos 25 animais por dia, com limite de um pet por pessoa, e a distribuição das vagas segue a ordem de chegada, por isso é importante comparecer cedo.

Para participar, é obrigatório apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado.

Além do jejum obrigatório antes do procedimento, a equipe orienta que os animais não podem estar no cio, doentes, amamentando ou com parto recente, condições que impedem a realização da cirurgia com segurança. Seguir essas recomendações garante uma recuperação mais tranquila e evita riscos à saúde do pet.

O coordenador de Proteção Animal, André Oliveira, reforça a importância da iniciativa.

“Castrar é um gesto de responsabilidade que vai muito além do cuidado individual com o seu pet. É um ato de amor que reflete diretamente na saúde do animal, prevenindo doenças e proporcionando mais qualidade de vida, e também na nossa comunidade, ajudando a controlar a população animal de forma ética e humana.”

O prefeito Léo Moraes destaca que ampliar o acesso aos serviços de proteção animal também é uma forma de promover saúde pública e responsabilidade.

“Estamos levando a castração para mais perto das famílias, garantindo um serviço gratuito que ajuda a cuidar dos animais, prevenir doenças e combater o abandono. É uma ação que representa cuidado, responsabilidade e respeito pela vida.”

A Prefeitura reafirma seu compromisso com o bem-estar animal e com a saúde pública, destacando que ações como essa fazem parte de uma política contínua de controle populacional e de promoção da posse responsável.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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Pé-de-Meia paga hoje 5ª parcela a alunos nascidos em julho e agosto

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Os beneficiários do programa Pé-de-Meia de 2026 que nasceram em julho e agosto recebem nesta quinta-feira (27) mais uma parcela do incentivo à frequência escolar. Para os estudantes do ensino médio regular, é a quinta parcela.

Também recebem o incentivo estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA), pela aprovação de ciclos de formação e conclusão da etapa final da educação básica. Nesta modalidade, os pagamentos ocorrem de forma diferenciada dos estudantes do ensino médio regular. 

Enquanto no ensino médio EJA, o estudante recebe até quatro parcelas do incentivo frequência no valor de R$ 225 cada, totalizando até oito parcelas de frequência por ano, no ensino médio regular os alunos recebem até nove parcelas de frequência por ano, cada uma no valor de R$ 200.

Nas duas situações, é preciso atingir, pelo menos, 80% de frequência nas aulas.

O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.

Calendário de pagamentos

De acordo com o calendário do Pé-de-Meia de 2026, chamado de Poupança do Ensino Médio, a parcela será depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos, que cumprem os requisitos.

Confira o calendário de pagamentos que seguem até 31 de agosto:

  • nascidos em janeiro e fevereiro receberam em 24 de agosto;
  • nascidos em março e abril receberam em 25 de agosto;
  • nascidos em maio e junho receberam em 26 de agosto;
  • nascidos em julho e agosto recebem em 27 de agosto;
  • nascidos em setembro e outubro receberão em 28 de agosto;
  • nascidos em novembro e dezembro receberão em 31 de agosto.

Neste período, poderão ser liberadas para os estudantes uma ou mais parcelas de matrícula de 2026 e do incentivo-frequência de meses anteriores, caso as redes de ensino corrijam dados que impediam o recebimento.

Quem tem direito

A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Neste ano, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses.  O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico.

A renda familiar do alunos deve ser até meio salário mínimo por pessoa.

Os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA). O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência em pelo menos 80% nas aulas.   

Os beneficiados pela iniciativa federal podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica dedicada ao estudante, no site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer com login na conta da plataforma Gov.br

Pé-de-Meia

O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.

Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.

O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.

Dúvidas

Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa na página Pé-de-Meia de Perguntas Frequentes, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.

Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco do MEC, no telefone 0800-616161. A ligação é gratuita.

Fonte: Agência Brasil

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