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Obras do Tchau Poeira são alvo de reclamações após água e lama invadirem casas no Castanheira
_Moradores da zona Sul de Porto Velho divulgaram vídeos mostrando residências alagadas e bens atingidos pela água da chuva
Moradores do bairro Castanheira, na zona Sul de Porto Velho, divulgaram vídeos para denunciar a entrada de água da chuva e lama em residências localizadas em uma área que recebe obras vinculadas ao Programa Tchau Poeira, do Governo de Rondônia. As imagens mostram imóveis alagados, objetos molhados e o acúmulo de barro levado das ruas para dentro das casas.
Segundo os moradores, a água passou a escoar das vias em direção às residências após as intervenções realizadas na região. Nos vídeos, eles pedem providências ao poder público e afirmam que o problema já ocorreu mais de uma vez.
Uma das moradoras registrou a própria casa tomada pela água e relatou danos em móveis, eletrodomésticos e equipamentos utilizados em atividades de costura.
“Olha o que aconteceu com a minha casa, por causa dessa porcaria aqui. Esses engenheiros não sabem fazer as ruas. Olha aí o que aconteceu com a minha casa. Quem vai pagar os meus móveis agora? Quem vai pagar o guarda-roupa estragado, a cama, tudo estragado? Quem vai pagar agora? A geladeira danificada. Olha aí, minha casa toda alagada. Minhas máquinas de costura, minhas coisas, tudo alagado aqui.”
Ao mostrar a área externa da residência e a água acumulada nas proximidades, a moradora afirmou que a casa não era atingida por alagamentos antes das obras.
Ela também registrou a situação de um imóvel vizinho e voltou a questionar a qualidade dos serviços realizados na rua.
“Olha essa porcaria malfeita aqui. Isso aqui foi malfeito. A minha casa não alagava antes. Olha agora como é que está. Olha o que aconteceu aqui na casa da menina do lado. Olha aí. Essa porcaria malfeita. Engenheiros que não têm noção, que não olham para as pessoas.”
A moradora declarou que divulgaria as imagens em emissoras de rádio, televisão e outros meios de comunicação. De acordo com o relato, aquela era a segunda vez que a água invadia a residência.
“Vou gravar tudo isso aqui e mostrar nas rádios, nas televisões, na mídia toda. Vou mostrar, porque isso não está certo. Já é a segunda vez que a minha casa alaga.”
Em outro momento da gravação, ela mostrou a água proveniente da rua entrando no imóvel e alertou para a situação observada na casa vizinha.
“Olha, a água da rua vem toda para cá. Tudo vai entrando dentro de casa.”
Além da moradora, outros residentes produziram vídeos para reclamar das condições das vias e solicitar uma solução. Os registros mostram água misturada com barro avançando sobre os terrenos e entrando nas casas durante a chuva.
O Tchau Poeira é um programa de infraestrutura urbana executado pelo Governo de Rondônia, por meio do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO). As ações incluem pavimentação asfáltica, recapeamento e recuperação de vias nos municípios rondonienses. Em Porto Velho, o planejamento do Governo de Rondônia prevê serviços de pavimentação e recapeamento nas ruas da capital.
As ações anunciadas para Porto Velho abrangem principalmente vias das zonas Leste e Sul, com serviços executados diretamente pelo DER-RO ou por meio de repasses e contratos destinados às obras de infraestrutura.
No bairro Castanheira, os moradores que divulgaram os vídeos cobram medidas para impedir que a água acumulada nas ruas continue sendo direcionada para as residências. Eles também pedem providências em relação aos bens atingidos e à correção das condições que, segundo os relatos, passaram a provocar os alagamentos durante as chuvas.
Fonte: Assessoria
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Previsão aponta risco de tempestades severas e chuva intensa em Rondônia
Rondônia está entre as áreas com maior potencial para chuva intensa na Região Norte, segundo mapas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os produtos indicam núcleos de nível 3 de severidade no oeste do estado, cercados por áreas classificadas nos níveis 1 e 2, sinalizando possibilidade de tempestades intensas.

O mapa de 24 horas abrange o período das 8h desta sexta-feira (30) às 8h de sábado (31). Já a previsão para 48 horas se estende das 8h de sábado (31) às 8h de segunda-feira (2), considerando o horário de Rondônia. As imagens apontam potencial para chuva intensa durante esses intervalos, sem especificar os horários de maior precipitação em cada município.
Oeste de Rondônia concentra as áreas de maior severidade
Os principais núcleos de chuva intensa aparecem no oeste rondoniense, especialmente nas proximidades da fronteira com o Acre e em áreas a oeste e noroeste de Porto Velho. Os mapas mostram manchas vermelhas, correspondentes ao nível 3, e laranjas, de nível 2, indicando potencial para tempestades severas.

Porto Velho está próxima dessas áreas de instabilidade, enquanto a região da Ponta do Abunã também aparece no setor de influência dos núcleos de chuva. O cenário exige atenção para a capital e localidades do oeste do estado.
Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena também devem acompanhar as atualizações meteorológicas. A distribuição das áreas de severidade varia dentro do território estadual, e a intensidade das precipitações pode mudar de um município para outro.
Acre e Amazonas também podem registrar temporais
Além de Rondônia, os mapas destacam áreas de maior severidade no Acre e no sul e oeste do Amazonas. Nesses setores, aparecem núcleos classificados nos níveis 1, 2 e 3. Em outras partes da Região Norte, predominam áreas verdes, que indicam condições favoráveis à formação de tempestades.

A distribuição das instabilidades está associada a condições atmosféricas que favorecem a formação de nuvens carregadas. O calor e a elevada umidade contribuem para a subida do ar quente, que esfria em altitude e forma nuvens de grande desenvolvimento vertical. Esse processo, conhecido como convecção atmosférica, pode provocar pancadas fortes, raios, trovões e rajadas de vento.
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Distribuição de gás do programa social termina em pancadaria – VEJA O VÍDEO
Uma distribuição do programa social Gás do Povo no município de Maués (a 276 quilômetros a leste de Manaus) terminou em confusão e pancadaria. O tumulto ocorreu enquanto moradores enfrentavam uma longa fila, que começou a se formar ainda na madrugada, na tentativa de garantir a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha.
Vídeos gravados por testemunhas e que rapidamente viralizaram nas redes sociais mostram o momento em que dois homens trocam agressões físicas. A briga gerou correria e provocou um tumulto generalizado entre as pessoas que aguardavam na fila de atendimento.
Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos gravemente ou se a polícia foi acionada para conter os envolvidos. A prefeitura do município e a organização do programa ainda não se manifestaram sobre o ocorrido.
Veja o vídeo:
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Lei Municipal com multa de até R$ 10 milhões ajuda a reduzir queimadas na capital
Pouco mais de um ano após a sanção da Lei Complementar nº 1.026/2025, que endureceu as penalidades para quem realiza queimadas ilegais em Porto Velho, o município registra uma redução no número de focos de calor detectados por satélite. A legislação integra as medidas adotadas pela Prefeitura para fortalecer a prevenção e a fiscalização ambiental na capital.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), entre janeiro e o início de outubro de 2026, Porto Velho registrou 680 focos de calor, contra 1.013 no mesmo período de 2025. Os números representam uma redução de 32,8% nos registros.
A legislação estabelece multas que podem chegar a R$ 10 milhões, conforme a gravidade da infração e os critérios previstos na norma. A medida busca ampliar a responsabilização de quem realiza queimadas irregulares, tanto na área urbana quanto na rural.
Além das penalidades, os trabalhos de prevenção, monitoramento e fiscalização foram reforçados no município, com ações destinadas à identificação de ocorrências e à orientação da população sobre os riscos provocados pelo fogo.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância das medidas adotadas para enfrentar as queimadas ilegais e proteger a qualidade do ar na capital.
“Por décadas a sociedade porto-velhense sofre com as queimadas ilegais que poluem o ar e derrubam a qualidade de vida. Através de um trabalho de inteligência, com leis e iniciativas focadas nesta pauta, conseguimos mostrar que é possível proteger o meio ambiente com responsabilidade e prosperidade”, disse o prefeito.
A redução dos focos de calor representa um resultado importante no acompanhamento ambiental do município. Entretanto, a prevenção continua necessária, especialmente durante o período de estiagem, quando a vegetação seca e as condições climáticas podem favorecer a propagação de incêndios.
Participação da população contribui para identificar e combater queimadas irregulares
A Prefeitura segue com ações de fiscalização, incluindo notificações e autuações relacionadas a irregularidades em terrenos baldios dentro do perímetro urbano, como parte das medidas de prevenção e combate às queimadas. O secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, ressaltou a importância da participação dos moradores na identificação e denúncia de situações irregulares.
“Contamos com o apoio da sociedade nesta fiscalização que tem como foco assegurar a qualidade do ar e a saúde da nossa população, isso além de toda a questão ambiental envolvida nesse processo”, afirmou o secretário.
A colaboração da população auxilia as equipes na identificação de possíveis infrações e permite direcionar a fiscalização aos locais onde há registros ou suspeitas de queimadas ilegais.
Os moradores podem denunciar queimadas e outras situações de risco ambiental pelo WhatsApp da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), no número (69) 98423-4092. É possível encaminhar fotos, vídeos e a localização da ocorrência para auxiliar na identificação do local.
Em situações de incêndio ativo que ofereçam risco à população ou à vegetação, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
