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Polícia

Técnico de enfermagem seria psicopata e matava por prazer, diz delegado

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O delegado Maurício Iacozzilli, da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa do Distrito Federal, afirmou que a principal linha de investigação aponta, até o momento, que o técnico de enfermagem suspeito de envolvimento em três mortes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), teria cometido os crimes por prazer e apresenta perfil compatível com o de um psicopata.

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, é apontado como o principal suspeito. Também foram presas as técnicas de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa, suspeitas de participação nos óbitos.

Os três são investigados pelas mortes de Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, João Clemente Pereira, de 63, e Miranilde Pereira da Silva, de 75. A Polícia Civil, no entanto, acredita que pode haver outras mortes relacionadas ao grupo.

“Até agora, essa é a hipótese mais forte. Os investigadores apuram se o principal suspeito pode ter manipulado os outros dois técnicos para auxiliá-lo nos crimes. Uma delas estava em treinamento, tinha 22 anos e estava no primeiro emprego. A outra era amiga do suspeito havia muitos anos”, afirmou o delegado.

Segundo a polícia, imagens do circuito interno do hospital mostram que as duas acompanharam a preparação e a aplicação do medicamento. Em um dos casos, uma das técnicas teria permanecido no quarto observando a aplicação, sem intervir. Em outro episódio, a outra investigada, que atuava em um setor diferente, aparece dando cobertura, observando a porta enquanto o medicamento era aplicado.

A polícia aguarda os laudos periciais dos celulares e computadores apreendidos para esclarecer a real motivação dos crimes e verificar se houve comunicação entre os investigados ou com terceiros. “É isso que pode amarrar melhor o porquê desses crimes”, disse Iacozzilli. A previsão é que os laudos fiquem prontos entre 15 e 20 dias.

De acordo com o delegado, as versões apresentadas pelo principal investigado não se sustentam diante das provas já reunidas. Inicialmente, o técnico alegou que teria agido sob estresse do plantão. Depois, passou a afirmar que teria sentido pena das vítimas e que queria aliviar o sofrimento delas.

“As justificativas não fecham. A professora aposentada de 75 anos estava consciente e havia sido internada por constipação intestinal. Não era uma pessoa em sofrimento intenso”, afirmou.

As investigações indicam que os pacientes sofreram paradas cardíacas após a aplicação de medicamentos em dosagens incompatíveis com qualquer prescrição médica. Imagens mostram o principal suspeito falsificando receitas e preparando a substância. “Nenhum médico receitaria aquilo. Se aplicar do jeito que estava ali, mata”, disse o delegado.

Os três técnicos devem responder por homicídio qualificado, com duas qualificadoras já apontadas: meio insidioso, pelo uso de medicamentos, e impossibilidade de defesa das vítimas, que estavam acamadas. Cada crime pode resultar em pena de 12 a 30 anos de prisão.

Após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil pretende abrir uma nova investigação para apurar se os suspeitos podem ter atuado em outros hospitais. “Vamos analisar prontuários de pacientes que morreram em plantões deles, tanto no Hospital Anchieta quanto em outros locais onde trabalharam”, afirmou o delegado.

As duas técnicas presas foram encaminhadas ao presídio da Colmeia, já que não há estrutura para custódia de mulheres na carceragem da Polícia Civil. O principal suspeito permanece detido na carceragem da corporação durante o período de prisão temporária. A expectativa da investigação é que a detenção seja convertida em prisão preventiva após a conclusão das perícias.

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Polícia

Justiça condena homem a mais de 20 anos de prisão por estuprar quatro sobrinhas

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A Justiça de Rondônia condenou um homem de 52 anos pelo crime de estupro de vulnerável contra quatro sobrinhas na comarca de Vilhena. Os abusos ocorreram entre os anos de 2018 e 2023.  Na época do início dos crimes, as vítimas tinham entre 5 e 7 anos de idade. A decisão da 2ª Vara Criminal estabeleceu uma pena total de 20 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão, além do pagamento de dias-multa. 

As investigações apontaram que o condenado possuía vínculo de afinidade com as vítimas e aproveitava-se da proximidade familiar e da coabitação no mesmo terreno dos avós das crianças para praticar atos libidinosos. O acusado se valia de momentos em que ficava sozinho com as crianças. Além de atos libidinosos, o réu também chegou a forçar as vítimas a assistirem vídeos de conteúdo adulto, utilizando-se da autoridade e influência que detinha sobre as menores em razão da convivência familiar. Os abusos provocaram severo abalo ao desenvolvimento psíquico e emocional de uma das vítimas, que passou a apresentar episódios de choro frequente, irritabilidade, insônia crônica e drástica queda no rendimento escolar e ideações suicidas. 

Ao julgar o caso, a magistrada Fani Angelina de Lima destacou que crimes contra a dignidade sexual, especialmente aqueles praticados no ambiente doméstico e familiar contra crianças, são cometidos de forma clandestina, sem a presença de testemunhas presenciais e, na maioria das vezes, sem deixar vestígios materiais. Por essa razão, a jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça reconhece que a palavra da vítima assume especial relevância probatória nesses delitos, sobretudo quando se apresenta coerente, firme e em harmonia com os demais elementos dos autos.  

Na sentença, a juíza destacou que o denunciado praticou os crimes se aproveitando da extrema vulnerabilidade das vítimas, que, em razão da tenra idade, não possuíam o discernimento necessário para compreender a gravidade dos fatos nem resistir às condutas. 

A juíza destacou ainda que a autoridade exercida pelo tio sobre as sobrinhas foi fator determinante para a caracterização da conduta delituosa reiterada, além de constituir o principal instrumento de manutenção do silêncio imposto às vítimas, que, submetidas à lógica do segredo intrafamiliar durante anos, foram privadas da possibilidade de buscar proteção, tendo cada dia de silêncio representado, em si, uma violência adicional à sua formação psíquica e emocional. 

Fonte: TJRO

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Homem é preso por ameaçar matar ex-companheira em Rondônia

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A Polícia Militar prendeu um homem na noite de domingo (14), no bairro São Francisco, em Ji-Paraná, após denúncias de perseguição e ameaças de morte contra sua ex-companheira.

A ocorrência teve início após acionamento do Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP). Segundo relato da vítima aos policiais, esta era a segunda vez no mesmo dia que a Polícia Militar era chamada para atender uma situação envolvendo o ex-companheiro. Conforme informado, o suspeito estaria perseguindo a mulher e realizando ameaças, inclusive afirmando que buscaria uma arma de fogo para matá-la.

Ao chegar ao endereço, a equipe encontrou a vítima em frente à residência. Ela relatou que já havia registrado ocorrência durante a manhã em razão de ameaças praticadas pelo ex-companheiro, com quem manteve relacionamento por cerca de seis meses. Na ocasião anterior, o suspeito teria fugido antes da chegada da guarnição.

De acordo com a vítima, durante a noite o homem retornou ao local e voltou a ameaçá-la de morte. As ameaças, segundo ela, teriam sido presenciadas e ouvidas por diversos vizinhos. A mulher informou ainda que seu aparelho celular havia sido danificado pelo suspeito em episódios anteriores, motivo pelo qual os acionamentos à polícia foram realizados por moradores da vizinhança.

Após colher as informações, os policiais foram até um endereço indicado pela vítima, onde o suspeito estaria escondido. Inicialmente, o morador da residência informou que ele não estava no local. Entretanto, diante da situação de flagrância e do risco à integridade da vítima, a equipe realizou averiguação no imóvel e localizou o suspeito em seu interior.

O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) para as providências cabíveis. A vítima manifestou formalmente interesse na adoção de medidas protetivas de urgência. O caso foi registrado e encaminhado para as providências legais.

Fonte: Polícia Militar

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Jovem fica em estado grave após cair de altura de 10 metros no Ramal Maravilha

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Um jovem de 23 anos foi socorrido em estado grave na tarde desta segunda-feira (15) após sofrer uma queda de aproximadamente 10 metros de altura na região do Porto do Ramal Maravilha, em Porto Velho.

De acordo com informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, a vítima caiu em uma área localizada logo após a ponte de acesso ao ramal. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas para prestar socorro. Inicialmente, uma unidade básica atendeu a ocorrência, mas devido à gravidade dos ferimentos foi necessário o apoio da Unidade de Suporte Avançado.

Durante o atendimento, os socorristas constataram que o rapaz apresentava sinais de desorientação, além de suspeita de traumatismo craniano, fratura no braço esquerdo e possível hemorragia interna.

Ainda segundo as informações, a vítima chegou a vomitar sangue dentro da ambulância durante o deslocamento para o hospital, o que aumentou a preocupação das equipes médicas quanto ao seu estado de saúde.

Após receber os primeiros atendimentos, o jovem foi encaminhado em estado grave ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, onde permaneceu sob cuidados médicos.

Matéria em atualização

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