Polícia
Jovem passa mal e acaba presa após médicos detectarem ingestão de 25 porções de cocaína
Uma jovem de 21 anos, identificada como Talita C.N., foi presa por tráfico de drogas após dar entrada em uma unidade de saúde com fortes dores abdominais na noite desta sexta-feira (12), em Porto Velho. Exames realizados durante o atendimento apontaram a presença de 25 porções de cocaína ingeridas, o que colocou em risco a vida da própria paciente.
A ocorrência foi registrada na Policlínica Dr. José Adelino, no bairro Marcos Freire, zona Leste da capital, por volta das 22h40. A jovem apresentava dores intensas, inchaço abdominal e constipação há cerca de quatro dias, quadro que se agravou no atendimento médico.
Durante a avaliação clínica, surgiram informações de que a paciente teria omitido a real causa do mal-estar. A equipe de saúde passou a suspeitar da ingestão de substâncias ilícitas, hipótese confirmada após exames de imagem identificarem múltiplos corpos estranhos na região intestinal, compatíveis com porções de entorpecente.
Após ser informada sobre o resultado dos exames, Talita C.N. confessou que ingeriu as porções de cocaína com a finalidade de transportar a droga, relatando que receberia R$ 5.000 pelo serviço, embora não tenha indicado o destino nem os responsáveis pelo fornecimento do entorpecente.
Diante da gravidade do quadro clínico, a jovem precisou ser removida com urgência para o Pronto-Socorro João Paulo II, onde ficou sob cuidados médicos, com possibilidade de internação e intervenção cirúrgica para retirada da droga.
Com a constatação do crime e a confissão, a Polícia Militar deu voz de prisão à acusada, que foi encaminhada ao Departamento de Flagrantes para as providências cabíveis.
Fonte: Rondoniagora
Polícia
Procurador é suspeito de mandar executar médica que tinha duas medidas protetivas
A investigação sobre o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, revelou novos detalhes sobre o crime ocorrido dentro de um bar em Brasiléia, no interior do Acre. O procurador municipal Francisco Valadares Neto, ex-namorado da vítima, é suspeito de ter planejado e encomendado a execução. A médica possuía duas medidas protetivas contra ele.
O CRIME: Médica é morta a tiros em bar após relatar ameaças – VEJA O VÍDEO
Francisco, que também é advogado e ex-vereador, foi encontrado desacordado em casa na manhã desta terça-feira (3). Ele foi levado ao Hospital Regional do Alto Acre, onde permanece intubado em estado grave. A transferência para Rio Branco depende da estabilização de seu quadro clínico.
Segundo o delegado Erick Maciel, responsável pela investigação, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o ex-companheiro tenha contratado outra pessoa para cometer o assassinato. Essa suspeita é reforçada pelas imagens de segurança do bar, que mostram um atirador com características físicas diferentes das de Francisco.
A investigação aponta que Elyne já havia relatado ameaças e descumprimento das medidas protetivas. Outro ponto apurado é o possível acionamento do botão do pânico na noite do crime. A polícia busca esclarecer se o dispositivo foi acionado e quais providências foram adotadas pelos responsáveis pelo monitoramento.
O delegado também confirmou que testemunhas que estavam no bar e profissionais envolvidos no acompanhamento da vítima foram chamados para prestar depoimento. As gravações do estabelecimento estão sendo analisadas para tentar identificar o responsável pelos disparos.
Após o assassinato, policiais militares chegaram a localizar um homem com características semelhantes às do atirador. Ele abandonou uma motocicleta e fugiu para uma área de mata. Durante a perseguição, houve troca de tiros com os policiais, mas o suspeito conseguiu escapar.
A Polícia Civil também apura a possível participação de outras pessoas no planejamento e na execução do feminicídio.
Ex-companheiro já foi condenado por violência doméstica
O histórico de Francisco Valadares Neto também entrou no contexto das investigações. Em novembro de 2017, ele foi condenado pela Justiça do Acre por ameaçar de morte a então vereadora Fernanda Hassem, ex-prefeita de Brasiléia, com quem havia mantido um relacionamento.
O episódio ocorreu em 2015, quando Francisco atuava como advogado e Fernanda exercia mandato de vereadora. Conforme a decisão judicial, ele teria ameaçado e ofendido a ex-companheira por não aceitar o fim do relacionamento.
Como parte da condenação pelo crime de ameaça no contexto de violência doméstica, a Justiça determinou que Francisco atuasse gratuitamente em dez processos.
Polícia
Trio faz arrastão em comércios e acaba preso pela Força Tática
Três homens foram presos na noite desta segunda-feira (2), suspeitos de furtar dois estabelecimentos comerciais no cruzamento da Avenida 7 de Setembro com a Rua Marechal Deodoro, na região central de Porto Velho.
De acordo com as informações, os suspeitos teriam invadido um chaveiro e uma lanchonete, de onde retiraram diversos produtos. Após o furto, eles foram vistos fugindo pelas ruas com os objetos carregados sobre a cabeça.
A Polícia Militar foi acionada e uma equipe da Força Tática do 1º Batalhão iniciou as buscas, conseguindo localizar os três homens na Rua Tenreiro Aranha, nas proximidades de um hospital.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma estufa de salgados, pacotes de salgadinhos, vários óculos e outros produtos. Um alicate industrial, que teria sido utilizado para cortar cadeados e facilitar a entrada nos estabelecimentos, também foi apreendido.
Os três suspeitos e todos os materiais recuperados foram encaminhados ao Departamento de Flagrantes.
Polícia
Médica é morta a tiros em bar após relatar ameaças – VEJA O VÍDEO
A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi morta com dois tiros dentro de um bar na noite de segunda-feira (2), em Brasiléia, no interior do Acre. A investigação da Polícia Civil aponta o ex-companheiro dela, Francisco Valadares Neto, procurador municipal, advogado e ex-vereador, como suspeito de ordenar o assassinato.
O crime foi registrado por câmeras de monitoramento. As imagens mostram um homem usando capacete preto e boné vermelho se aproximando da mesa onde a médica estava com amigos. Ele retira uma arma e dispara duas vezes contra a vítima. Logo depois, deixa o local.
O caso chama a atenção pelas informações sobre as ameaças que Elyne vinha sofrendo. De acordo com testemunhas, ela tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro e já havia relatado situações de intimidação.
Na noite do assassinato, a médica teria acionado o botão do pânico. A central de monitoramento entrou em contato por telefone, mas, segundo os relatos, nenhuma equipe de segurança chegou ao bar. Veja o vídeo abaixo;
Uma das testemunhas contou que um homem em uma motocicleta vermelha teria parado nas proximidades e fotografado as pessoas que estavam à mesa. Pouco depois, o atirador se aproximou e efetuou os disparos.
Outra pessoa ouvida pela polícia relatou que Elyne havia confidenciado estar sendo ameaçada e que o ex-companheiro teria afirmado que ‘de hoje ela não passava’.
O registro policial também aponta dois boletins de ocorrência relacionados a ameaças e descumprimento de medida protetiva. Os documentos foram registrados em 25 de agosto e 11 de setembro de 2026.
Durante as buscas pelo autor dos disparos, policiais localizaram um homem com características semelhantes às do suspeito no bairro Ferreira Silva, próximo à Escola Socorro Frota. Ao perceber a presença da equipe, ele abandonou uma motocicleta e fugiu a pé.
Durante a perseguição, o homem teria atirado contra os policiais, que reagiram. Em seguida, ele entrou em uma área de mata e desapareceu. A motocicleta foi apreendida e encaminhada à delegacia.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do assassinato e a participação dos envolvidos.
A morte da médica provocou manifestações de pesar da governadora Mailza Assis, da Prefeitura de Brasiléia e do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC), nesta terça-feira (3).
