Geral
Governo de RO garante mais conforto a recém-nascidos incluindo berço portátil no kit do Mamãe Cheguei
Para garantir maior segurança e conforto aos recém-nascidos de famílias em situação vulnerável, o governo de Rondônia apresentou nesta quarta-feira (15), em Porto Velho, por meio da Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), o novo kit enxoval do programa Mamãe Cheguei, contendo agora 20 itens necessários ao bebê, incluindo berço portátil. Outra novidade do programa estadual, que já contemplou 22.762 recém-nascidos com o kit desde sua criação, em 2020, é que a própria gestante inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) poderá fazer sua inscrição para ser beneficiária, bastando acessar a página da Seas no Portal do Governo, o que antes era feito apenas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

Grávida de 8 meses, Ana Cristina chorou ao saber que receberia o berço para a filha
Durante a cerimônia de lançamento do novo kit e do sistema de auto-cadastro, realizada no Palácio Rio Madeira, 60 grávidas foram contempladas, entre elas Ana Cristina, que aos 23 anos é mãe de um menino de 5 anos, e está grávida de oito meses de Maylla Maitê. Ao ouvir a novidade anunciada pelo governador Marcos Rocha e a secretária, Luana Rocha, Ana Cristina não conteve as lágrimas, que misturadas ao sorriso, expressavam a alegria e alívio em ter mais um item para receber sua filha com conforto. “Apesar da minha gravidez ter sido planejada, tenho passado por situações bem complicadas. Mas tenho orado muito a Deus e tudo que já adquiri para minha filha é fruto de doações; e este kit com este berço só vêm reforçar minha gratidão”, afirmou, completando que ela trabalha como vendedora em uma loja e o esposo no momento está desempregado.
O governador Marcos Rocha reforçou a importância de ter mais um item no kit e sendo, algo importante, que é o berço, lembrando que muitos pais, por não terem condições de comprar, dividem a cama com o filho recém-nascido, o que não é recomendado por especialistas, devido ao risco de morte súbita, sufocamento e outros acidentes. “Foi muito bom ver a surpresa no rosto das mães que vieram buscar um kit como tantos outros já entregues, mas que agora levarão também um bercinho, que com certeza dará mais conforto e segurança aos seus filhos”, disse, acrescentando que outra vantagem é que portátil.

Ana Gabriela, grávida de gêmeos, destacou economia com o kit agora contendo 20 itens
Para a secretária Luana Rocha, o programa Mamãe Cheguei é importante pelo cuidado que tem para com as pessoas, desde a gestação, em especial com as que estão em situação vulnerável, incluindo orientações para o parto seguro e cuidados com o pré-natal. Ela também ressaltou a preocupação em sempre inovar. “A primeira novidade foi a fralda ecológica e agora o berço”, destacou, completando que a entrega do kit é um incremento das ações de governo com foco no desenvolvimento pleno na primeira infância, passando também por outros programas, como o Crescendo Bem, Criança Protegida, Prato Fácil, o Vencer, entre outros criados com o intuito de transformar histórias com a melhoria da qualidade de vida.
No caso de gravidez gemelar, são entregues kits na quantidade de filhos que irão nascer. Ana Gabriela e Gleiciele Gomes receberam dois, cada.
SEGUNDO KIT

Ao receber o kit pela segunda vez, Jaqueline elogiou o berço e a nova banheira
Recebendo o kit pela segunda vez, Jaqueline Rodrigues, 29 anos, grávida do quinto filho, afirmou que no ano passado, após o filho completar 2 anos, ela doou a banheira que recebeu há 3 anos da Seas. “Esta é a segunda vez que recebo o kit, que com certeza vai ajudar bastante na questão de economia. Gostei também da nova banheira”.
Mãe de cinco filhos, o mais velho com 15 anos, e grávida de seis meses do sexto filho, Dalila Moraes, 29 anos, comemorou o recebimento do kit ao lado do esposo que é pintor; enquanto Samara Silva Mota, 30 anos, mãe de quatro filhos, o mais velho com 13 anos, e grávida de 8 meses do Levi, disse que no momento mora só com os filhos e sua única renda é do Bolsa Família. “Receber este kit é motivo de muita alegria, pois estou desempregada e seria difícil conseguir comprar tudo que estou recebendo”, ponderou.
O Mamãe Cheguei reforça a importância do cuidado integral durante a gestação, o fortalecimento do vínculo mãe-bebê e a valorização da primeira infância, dos 3 aos 6 anos. Além da entrega dos kits, as participantes têm acesso a rodas de conversa, apresentação dos programas da Seas e momentos de acolhimento, troca de experiências e orientações sobre temas essenciais da gestação e do cuidado com o bebê.

O novo kit enxoval do programa Mamãe Cheguei, contém 20 itens necessários ao bebê
O kit natalidade inclui 20 itens essenciais, como:
- Berço portátil com mosquiteiro;
- Banheira plástica para bebê;
- Fralda descartável;
- Fralda ecológica;
- Travesseiro;
- Jogo de Lençol para Berço;
- Kit de Fraldas de Pano;
- Conjunto Pagãozinho;
- Macacão Longo sem Pé;
- 10.Macacão Curto;
- Conjunto de Camisetas sem Manga com Mijão;
- Par de Meia;
- Cueiro;
- Toalha com Capuz;
- Bolsa;
- Camisetas sem Mangas;
- Sabonete para Bebê em Barra;
- Sapatinhos;
- Fita Adesiva;
- Absorventes Reutilizáveis.
Fonte: Secom
Geral
Ibama libera abate sem limite de pirarucu no rio Madeira em Porto Velho
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) passou a considerar o pirarucu como espécie invasora no trecho do rio Madeira localizado acima da Usina de Santo Antônio, em Porto Velho. Com isso, o órgão autorizou a captura e o abate do peixe sem qualquer limite na região. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana.
A nova norma permite que pescadores, tanto profissionais quanto artesanais, realizem a retirada do animal sem restrições de quantidade, tamanho ou período do ano. Além disso, todo pirarucu capturado nesse trecho não poderá ser devolvido ao rio, sendo obrigatório o abate.
Os produtos provenientes da pesca deverão ser comercializados apenas dentro do estado de origem. Caso sejam levados para outras unidades da federação, poderão ser apreendidos pelas autoridades.
A regulamentação também abre espaço para que estados e municípios promovam ações de controle da espécie. O pescado poderá ser destinado a programas sociais, como merenda escolar, hospitais públicos e iniciativas voltadas ao combate à fome.
Em áreas de conservação ambiental, qualquer ação dependerá de autorização prévia dos gestores e deverá respeitar os planos de manejo vigentes.
A medida será revisada no prazo de três anos, quando será avaliada a eficácia do controle do pirarucu fora de seu habitat natural.
Fonte: Notícias Urgentes com informações do G1RO
Geral
MEC pune mais de 50 cursos de medicina por desempenho insuficiente
O Ministério da Educação (MEC) aplicou sanções a mais de 50 cursos de medicina que apresentaram desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. Publicadas nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), as medidas determinam desde a suspensão do ingresso de novos alunos até restrições ao Programa Universidade para Todos (Prouni) e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A decisão foi baseada na avaliação de 351 cursos. As instituições punidas obtiveram notas 1 e 2, em uma escala que vai até 5, e o rigor das sanções variou conforme o percentual de alunos proficientes em cada unidade.
Divisão das sanções
O MEC separou as instituições em grupos, aplicando punições proporcionais à gravidade dos resultados:
- Grupo 1 – instituições com nota 1 e menos de 30% de estudantes com proficiência: punição mais severa, com suspensão imediata de novos alunos, proibição de novas vagas e abertura de processo de supervisão.. Além disso, fica suspensa da possibilidade de celebrar contratos de Fies e com outros programas federais de acesso ao ensino.
A medida foi aplicada contra a Universidade Estácio Angra dos Reis, União das Faculdades dos Grandes Lagos, Centro Universitário de Adamantina, Faculdade de Dracena, Centro Universitário Alfredo Nasser, Faculdade Metropolitana e Centro Universitário Uninorte.
- Grupo 2 – instituições com nota 1 e proficiência entre 30% e 40%:dos estudantes: redução de 50% das vagas autorizadas e impedimento de expansão, além de proibição de contrato do Fies e e restrição à participação em programas federais.
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos; Universidade Brasil; Universidade do Contestado; Universidade de Mogi das Cruzes; Universidade Nilton Lins; Centro Universitário de Goiatuba; Centro Universitário das Américas; Faculdade da Saúde e Ecologia Humana; Centro Universitário CEUNI (Fametro); Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras; Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul e Faculdade Zarns (Itumbiara).
- Grupo 3 – instituições com nota 2 e proficiência entre 40% e 50%: redução de 25% das vagas e restrições a programas federais de financiamento.
As instituições penalizadas foram: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis; Universidade de Ribeirão Preto; Universidade Iguaçu; Universidade Santo Amaro; Universidade de Marília; Universidade Paranaense; Afya Universidade Unigranrio; Centro Universitário Serra dos Órgãos; Universidade de Cuiabá; Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras; Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto; Afya Centro Universitário de Porto Velho. Centro Universitário Ingá; Faculdade de Medicina Nova Esperança; Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba; Faculdade Atitus Educação Passo Fundo; Afya Centro Universitário de Itaperuna; Centro Universitário Maurício de Nassau; Faculdade Morgana Potrich; Afya Faculdade de Porto Nacional; Faculdade Uninassau Vilhena; Centro Universitário Famesc. Faculdade de Medicina de Olinda; Faculdade Estácio de Alagoinhas; Faculdade Atenas Passos; Faculdade Estácio de Juazeiro; Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes; Faculdade Unicesumar de Corumbá; Faculdade Estácio de Canindé e Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês.
- Além dessas, outras 40 graduações de medicina com nota 2, mas proficiência acima de 50%, entraram em processo de supervisão e monitoramento, sem punições imediatas, garantindo o direito de defesa.
Universidades Federais
O ministério também incluiu instituições públicas na lista. As universidades federais do Pará (UFPA), do Maranhão (UFMA), da Integração Latino-Americana (Unila) e do Sul da Bahia (UFSB) responderão a processos de supervisão. A UFPA foi a única pública a sofrer sanção imediata, com corte de 50% das vagas.
Segundo o MEC, as cautelares podem ser revistas, prorrogadas ou agravadas com base nos resultados do Enamed 2026.
Fonte: Agência Brasil
Geral
Patente do Ozempic expira e deve baratear remédios para emagrecer
A patente da semaglutida no Brasil expira nesta sexta-feira (20). A substância é o princípio ativo de alguns medicamentos agonistas do receptor GLP‑1 – como o Ozempic – e popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A queda da patente abre caminho para versões mais baratas do remédio. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que há, atualmente, oito processos em análise para novos medicamentos com o mesmo princípio ativo.
Em nota, a agência informou que, neste momento, dois pedidos de registro de semaglutida sintética estão em exigência, ou seja, dependem da apresentação de dados da empresa para que a análise possa seguir em frente.
“Nos dois casos, o prazo para resposta das empresas é até o final de junho e, por isso, não é possível definir prazos para conclusão do processo. Na área de biológicos, um produto está em análise e outro aguarda início de avaliação”, informou.
Já os demais pedidos em avaliação, segundo a Anvisa, devem receber um posicionamento das áreas técnicas até o final de abril. “Esta posição pode ser pela aprovação, reprovação ou apresentação de exigência técnica”.
Desafio técnico e segurança
Ainda de acordo com a agência, os medicamentos à base de semaglutida registrados atualmente no país são classificados como produtos biológicos.
Já os pedidos de registro em avaliação neste momento são de dois tipos: biossimilar, quando é obtido por via biológica; ou sintéticos, quando são obtidos por síntese química, sendo que esses últimos são chamados de análogos sintéticos de peptídeos biológicos.
“No caso de medicamentos biológicos, não existe a opção de registro como genéricos, por isso, o produto deve se enquadrar em uma das duas categorias citadas acima. Esses produtos podem ser avaliados a partir de diversos ensaios de comparação com o produto biológico, mas não são genéricos nem similares – são análogos sintéticos de produtos biológicos.”
Já a avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada, segundo a própria Anvisa, como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. “Até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo, como as do Japão, Europa e Estados Unidos, registrou análogos sintéticos da semaglutida”.
“Um dos motivos é a necessidade de avaliar estes produtos utilizando parâmetros tanto de fármacos sintéticos como de biológicos. Isso ocorre porque esses produtos compartilham preocupações típicas de medicamentos sintéticos (ex. resíduos de solventes no processo, resíduos de catalisadores metálicos, impurezas com estrutura química semelhante) quanto as de produtos biológicos (ex. Risco de imunogenicidade, formação de agregados, entre outros).”
Principais pontos de avaliação
Entre os pontos citados pela Anvisa como foco de maior atenção técnica estão os ensaios de impurezas, a formação de agregados, a garantia de esterilidade e a imunogenicidade.
“A avaliação busca garantir, por exemplo, que o medicamento não provoque reações imunes indesejadas, como a criação de anticorpos anti-fármaco, que podem levar à ineficácia de qualquer semaglutida para o paciente, ou mesmo reações de imunidade mais graves.”
Justiça
Em janeiro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não admitir a prorrogação do prazo de vigência das patentes do Ozempic e do Rybelsus, outro medicamento que tem a semaglutida como princípio ativo, mas no formato oral.
A ação foi ajuizada pela empresa dinamarquesa Novo Nordisk e pela Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda., detentoras das patentes do Ozempic e do Rybelsus, contra o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), requerendo o reconhecimento da mora administrativa na tramitação das referidas patentes.
As instâncias ordinárias negaram os pedidos por considerarem que, a partir do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.529 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), consolidou-se o entendimento de que o prazo de vigência da patente de invenção é de 20 anos, a contar do depósito do pedido no Inpi, vedada a sua prorrogação judicial em razão de eventual demora na análise administrativa.
Fonte: Agência Brasil
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