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Quando o amor pela escola fecha um ciclo: a aluna que virou professora e inspira novas gerações
Quando uma aluna se torna colega de trabalho de sua ex-professora, esse momento pode ser carregado de simbolismo e emoção, tanto para a aluna quanto para a professora. Isso mostra um ciclo de aprendizado e crescimento pessoal e profissional. É uma história de amor pela educação, pelas pessoas e pelo futuro.

De aluna a professora, um caminho cheio de desafios, mas repleto de significado. Essa é a trajetória da Raquel Rosa, que por volta dos 9 anos de idade foi aluna na Escola Municipal Santo Antônio I, localizada no bairro Triângulo. Essa história começou no final da década de 1990, quando Raquel Rosa foi para a instituição e ficou alguns anos na escola.
“Eu lembro de muita coisa nessa época aqui na escola. Lembro da brincadeira de bola, brincando de betes, e a escola não tinha a estrutura que tem hoje. Eu tenho memória afetiva por este lugar, porque aqui eu vivi bons momentos com meus amigos e professores. Foi um período muito bom que é difícil de esquecer”, conta Raquel.
FUTURO SURPREENDENTE
A história ganha novos caminhos anos depois, e quis o destino que Raquel Rosa pudesse reviver um pouco dessas lembranças na escola. No ano de 1999 a professora da aluna era a Rosângela Leandro, que sempre foi referência na Educação e inspirou Raquel Rosa a seguir por um percurso rumo ao sucesso.

“Quando criança, é a primeira profissão que a gente idealiza, em especial as meninas, é ser professora. Eu já brincava com minhas amigas e primas de ser professora. Quando fui para o ensino médio eu mudei meu pensamento, queria cursar Biologia, mas não segui por este caminho e graças a Deus meu futuro foi construído para o rumo da Educação”, disse.
Raquel se formou em pedagogia e retornou à Escola Santo Antônio I, como professora. Além disso, virou colega de trabalho da Rosângela Leandro, sua professora nos primeiros anos na escola. Segundo Rosângela Leandro, é gratificante saber que seus alunos, em especial a Raquel, traçaram caminhos que puderam realizar os sonhos, em especial na sala de aula.
“Eu trabalho aqui na Escola Santo Antônio I há 33 anos. É muito gratificante contribuir com essas histórias, porque hoje eu dou aulas para os filhos, dos meus alunos e quando eles me reconhecem eu fico emocionada. A Raquel é um exemplo de que a educação pode transformar vidas e hoje somos colegas de trabalho”, concluiu Rosângela Leandro.
PAIXÃO PELA PROFISSÃO

Esse sonho foi além. Há um ano, Raquel Rosa se tornou gestora da escola, que conta atualmente com 46 alunos do 1º ao 5ª ano do ensino fundamental. O diferencial da Escola Municipal Santo Antônio I é que atende os alunos de forma integral, com um quadro de 20 servidores que realizam um trabalho de amor e dedicação com os alunos.
“Eu sempre busco referência na tia Rosângela, que é como eu chamo carinhosamente minha parceira de trabalho. Eu sempre falo que ser professora é sinônimo de inspiração. Todas as minhas professoras sempre me inspiraram. Eu espero que no futuro eu possa inspirar meus alunos também porque eu sou uma professora apaixonada pelo que faço”, finaliza.
Quando um professor ama a escola, ele inspira. Inspira colegas, inspira alunos e inspira a toda a comunidade. Essa paixão é contagiante, e é ela que mantém acesa a chama da educação, mesmo diante das adversidades. A paixão dos professores pela escola é a base de um ensino de qualidade, um compromisso com o futuro e a certeza de que, através da educação, é possível construir um mundo melhor.

“Ser professora é contribuir com o futuro dessas crianças. E esta data, Dia dos Professores, é muito importante porque somos movidos por uma paixão que ultrapassa o simples ato de ensinar. Quando eu chego, meus alunos me abraçam todos os dias e isso me motiva a continuar com meu trabalho. Enquanto eu não me aposento, sigo aqui dando todo amor e carinho aos meus alunos”, disse Rosângela Leandro.
DIA DOS PROFESSORES
Neste dia 15 de outubro, a Prefeitura de Porto Velho celebra e parabeniza aqueles que dedicam suas vidas a uma missão nobre: educar, inspirar e transformar. “Ser professor vai muito além de transmitir conhecimentos; é um ato de amor, paciência e compromisso com o futuro. São profissionais que, com dedicação e paixão, formam não só estudantes, mas cidadãos conscientes e cidadãos melhores. Que esse trabalho seja sempre valorizado e reconhecido, pois a educação é a base de toda transformação social. Parabéns a todos esses profissionais”, declarou o prefeito Léo Moraes.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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Após um século de espera, Porto Velho garante seu primeiro Hospital Universitário
Sabe aquele projeto que parece um sonho distante, mas que, quando sai do papel, muda a vida de milhares de famílias? É exatamente essa a sensação que tomou conta de Porto Velho nesta terça-feira (3).
Um dia que marca mais um avanço na saúde da capital, quando a Prefeitura sancionou a lei que autoriza a doação do Hospital Municipal para a Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando o passo definitivo para a implantação do tão sonhado Hospital Universitário.
Mais do que assinaturas em um documento, essa transição representa uma resposta para quem mais precisa. Hoje, quem mora na capital muitas vezes disputa uma vaga para cirurgia ou atendimento clínico com pacientes que vêm de todos os cantos do estado.
“O diferencial desse hospital é que vamos priorizar a população de Porto Velho. Aquela pessoa que está na fila de espera aguardando um procedimento vai começar a ver o reflexo dessa doação”, destacou a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petrillo Cardoso.
De sonho à realidade
O projeto é resultado de um esforço conjunto que envolveu a compra do prédio com recursos próprios do município, um grande diferencial, já que a estrutura foi adquirida pronta, garantindo muito mais agilidade para a implantação. Agora, o passo definitivo acontece com a parceria entre Unir, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Para o prefeito Léo Moraes, o momento é um marco histórico.
“Hoje é o dia em que, legalmente, começamos a passar do sonho para a realidade. Não é um, não são dois, não são três anos. É um século de espera para termos um Hospital Universitário. O melhor está por vir em defesa do nosso povo”, celebrou.
O prefeito também fez questão de tranquilizar a população: a nova unidade não substitui o Hospital João Paulo II, que continuará atendendo casos de alta complexidade.
O Hospital Universitário chega para somar forças, oferecendo ambulatórios, médicos especialistas, UTI e salas de cirurgia, com a expectativa de ultrapassar a marca de 200 leitos. É um fôlego essencial para ajudar a reduzir a fila de regulação do SUS e desafogar o sistema de saúde como um todo. A previsão é que os primeiros atendimentos comecem já no segundo semestre, avançando gradativamente.
A sala de aula onde a vida acontece
Se, por um lado, o paciente ganha mais acesso à saúde, por outro, a juventude rondoniense ganha um espaço de excelência para aprender e pesquisar.
A reitora da Unir, Marília Pimentel, reforçou que o impacto na educação será imenso.
“É mais um equipamento de saúde que vem para a população, mas que também terá um impacto muito positivo na formação dos nossos alunos. É um avanço para a saúde do nosso estado”, pontuou.
E quem já vive essa expectativa na pele sabe o peso dessa conquista. João Felipe Xavier, estudante do quinto período de Medicina, resumiu o sentimento de quem em breve estará vestindo o jaleco nos corredores da nova unidade.
“Esse hospital não é um avanço só para nós, alunos, é um avanço para toda a população. Teremos mais locais de atuação e, no futuro, seremos médicos mais qualificados para atender a nossa própria comunidade.”
Esse sentimento de pertencimento e retorno social é compartilhado por Matheus Neri, também estudante de Medicina e presidente do Centro Acadêmico. Para ele, o grande ganho é fortalecer o elo entre a universidade e quem precisa de atendimento.
“Nós teremos uma melhor inserção junto à comunidade. É um lugar onde conseguiremos ter cada vez mais uma saúde de qualidade para a nossa população, sendo mais um centro de referência para a nossa cidade”, avaliou.
Em breve, as portas se abrirão. E o que antes era uma estrutura particular agora será um patrimônio de saúde, ensino e cuidado, de portas abertas para quem vive em Porto Velho.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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ONU alerta para risco de novo El Niño e possível seca severa na Região Norte
A possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño entre os meses de junho e agosto acendeu um sinal de alerta para autoridades e especialistas em clima. A previsão foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta elevada probabilidade de formação do fenômeno nos próximos meses.
A preocupação é ainda maior na Região Norte do Brasil, que continua enfrentando reflexos da severa estiagem registrada nos últimos anos. Durante o último evento climático de grande intensidade, diversos rios da Amazônia alcançaram níveis historicamente baixos, provocando dificuldades no transporte fluvial, comprometendo o abastecimento de água e afetando comunidades que dependem dos rios para locomoção e subsistência.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões climáticos em várias partes do mundo. Na Amazônia, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.
Especialistas alertam que uma nova estiagem severa pode gerar impactos não apenas para a Região Norte, mas também para outras áreas do país. Isso ocorre porque a floresta amazônica desempenha papel fundamental na formação de correntes de umidade responsáveis por influenciar o regime de chuvas em diferentes regiões brasileiras.
Diante da possibilidade de um novo período de seca, o governo federal anunciou a criação de um grupo de monitoramento para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar medidas preventivas. A iniciativa reúne órgãos públicos e instituições de pesquisa com o objetivo de reduzir os impactos sobre a população e os setores mais vulneráveis.
A recomendação de especialistas é que estados e municípios reforcem os planos de contingência, principalmente em áreas que historicamente sofrem com a redução dos níveis dos rios e com o aumento dos focos de incêndio durante períodos de estiagem prolongada.
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Justiça manda indenizar personal trainer que viralizou ao comer em banheiro
O personal trainer Guilherme Henrique Bezerra Feitosa deverá receber indenização por danos morais após decisão da Justiça de Rondônia relacionada a um caso que ganhou repercussão nacional no início deste ano. O profissional ficou conhecido após a divulgação de um vídeo em que aparecia realizando uma refeição no banheiro de uma academia em Porto Velho.
Na decisão, proferida pelo 4º Juizado Especial Cível da capital, o magistrado entendeu que houve irregularidade na forma como ocorreu a rescisão do contrato de prestação de serviços mantido entre as partes. Segundo o entendimento judicial, a medida contrariou princípios como a boa-fé objetiva e o dever de lealdade nas relações contratuais.
Conforme consta no processo, o personal trainer alegou que o encerramento do vínculo ocorreu de forma repentina, impedindo que ele comunicasse seus alunos sobre a situação. A defesa sustentou que a forma como tudo aconteceu causou prejuízos à sua imagem profissional e reputação.
Ao analisar o caso, a Justiça fixou indenização de R$ 3 mil por danos morais. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros, conforme estabelecido na sentença.
O pedido de indenização por lucros cessantes, no entanto, foi negado por ausência de provas documentais que demonstrassem os prejuízos financeiros alegados pelo profissional.
O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens mostrando Guilherme se alimentando no piso de um vestiário. A situação gerou debates sobre as condições de trabalho enfrentadas por profissionais autônomos que atuam em academias e sobre o acesso desses trabalhadores a espaços adequados para alimentação.
O processo tramita no Tribunal de Justiça de Rondônia e a sentença foi proferida no final de abril.
