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Moradores dos distritos elegem representantes em votação inédita em Porto Velho

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No domingo (20), moradores de 13 distritos rurais e ribeirinhos de Porto Velho foram às urnas, pela primeira vez na história, para eleger seus representantes distritais. O processo democrático, inédito no município, marca um avanço na aproximação entre o poder público e as comunidades mais distantes da capital.

A eleição, realizada das 8h às 17h, contou com o apoio do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), que disponibilizou um total de 94 urnas. Ao todo, o processo contou com o voto de 9.844 pessoas e o resultado dos mais votados pode ser conferido aqui.

A lista tríplice formada pelos mais votados será entregue ao prefeito Léo Moraes, que indicará, entre eles, o futuro administrador de cada distrito. A posse está marcada para o próximo dia 25 de julho.

Rosilda foi uma das eleitoras a destacar a importância do processo

Rosilda foi uma das eleitoras a destacar a importância do processo

As maiores seções eleitorais foram registradas nos distritos de União Bandeirantes, com 15 locais de votação; Extrema, com 11; Jaci-Paraná, com dez; e Vista Alegre do Abunã, com nove. A estrutura foi montada com o apoio da Justiça Eleitoral de Rondônia, que cedeu 100 urnas eletrônicas e ofereceu suporte técnico por meio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO).

“É um momento histórico, de escuta e participação. A partir de agora, os administradores distritais serão escolhidos com base no desejo da população local. É a democracia chegando onde ela sempre deveria ter estado. Estamos corrigindo uma dívida histórica com essas comunidades”, afirmou o prefeito Léo Moraes.

Segundo Cássio Esteves Jaques Vidal, assessor intersetorial da Secretaria de Governo (SGOV), o pleito ocorreu dentro da normalidade, com grande participação popular e clima de respeito entre os candidatos.

Maria Auzirema espera que a eleição fortaleça a presença do poder público no distrito

Maria Auzirema espera que a eleição fortaleça a presença do poder público no distrito

“Os trabalhos transcorreram na mais absoluta tranquilidade, não tivemos nenhuma ocorrência digna de registro. Os eleitores têm comparecido em peso. Estive pessoalmente no distrito de São Carlos, e muitas embarcações chegavam com eleitores das comunidades vizinhas. Houve uma disputa pautada em propostas, sem os excessos comuns em campanhas. A Polícia Militar esteve presente, garantindo segurança nas escolas, e tudo saiu conforme o esperado”.

O sentimento entre os eleitores era de esperança por dias melhores, especialmente após anos de dificuldades enfrentadas pelos distritos em áreas como infraestrutura, saúde e educação. Muitos moradores relataram que, por muito tempo, essas regiões estiveram distantes das decisões administrativas da capital. A expectativa, agora, é que a escolha direta de representantes permita uma aproximação real entre o povo e a Prefeitura.

Agricultor José Valente também compareceu as votações

Agricultor José Valente também compareceu as votações

A agricultora Rosilda Dantas Lima, moradora de Jaci-Paraná, foi uma das eleitoras a destacar a importância do processo. “Pra mim está sendo muito importante, é a primeira vez. A gente espera que quem for eleito pense na gente, que traga melhorias na educação, na saúde. É disso que nosso distrito precisa”.

Maria Auzirema, que vive na comunidade, espera que a eleição fortaleça a presença do poder público no distrito. “A gente precisa de alguém que represente a gente, porque o distrito tá abandonado há anos. Com esse voto, a esperança é de mudança nas ruas, na saúde, em tudo”.

Já o agricultor José Valente resumiu o sentimento coletivo. “A gente só espera melhora. Que a voz do povo seja ouvida, que venha atenção para as estradas, pontes, escolas. Essa eleição é a nossa esperança”.

Com a iniciativa, Porto Velho dá um passo importante para fortalecer a gestão compartilhada, valorizando o protagonismo das comunidades distritais e promovendo uma administração mais próxima, participativa e transparente.

Confira aqui o resultado das eleições, com a lista tríplice de cada distrito.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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Após um século de espera, Porto Velho garante seu primeiro Hospital Universitário

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Sabe aquele projeto que parece um sonho distante, mas que, quando sai do papel, muda a vida de milhares de famílias? É exatamente essa a sensação que tomou conta de Porto Velho nesta terça-feira (3).

Um dia que marca mais um avanço na saúde da capital, quando a Prefeitura sancionou a lei que autoriza a doação do Hospital Municipal para a Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando o passo definitivo para a implantação do tão sonhado Hospital Universitário.

Mais do que assinaturas em um documento, essa transição representa uma resposta para quem mais precisa. Hoje, quem mora na capital muitas vezes disputa uma vaga para cirurgia ou atendimento clínico com pacientes que vêm de todos os cantos do estado.

“O diferencial desse hospital é que vamos priorizar a população de Porto Velho. Aquela pessoa que está na fila de espera aguardando um procedimento vai começar a ver o reflexo dessa doação”, destacou a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petrillo Cardoso.

De sonho à realidade

O projeto é resultado de um esforço conjunto que envolveu a compra do prédio com recursos próprios do município, um grande diferencial, já que a estrutura foi adquirida pronta, garantindo muito mais agilidade para a implantação. Agora, o passo definitivo acontece com a parceria entre Unir, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Para o prefeito Léo Moraes, o momento é um marco histórico.

“Hoje é o dia em que, legalmente, começamos a passar do sonho para a realidade. Não é um, não são dois, não são três anos. É um século de espera para termos um Hospital Universitário. O melhor está por vir em defesa do nosso povo”, celebrou.

O prefeito também fez questão de tranquilizar a população: a nova unidade não substitui o Hospital João Paulo II, que continuará atendendo casos de alta complexidade.

O Hospital Universitário chega para somar forças, oferecendo ambulatórios, médicos especialistas, UTI e salas de cirurgia, com a expectativa de ultrapassar a marca de 200 leitos. É um fôlego essencial para ajudar a reduzir a fila de regulação do SUS e desafogar o sistema de saúde como um todo. A previsão é que os primeiros atendimentos comecem já no segundo semestre, avançando gradativamente.

A sala de aula onde a vida acontece

Se, por um lado, o paciente ganha mais acesso à saúde, por outro, a juventude rondoniense ganha um espaço de excelência para aprender e pesquisar.

A reitora da Unir, Marília Pimentel, reforçou que o impacto na educação será imenso.

“É mais um equipamento de saúde que vem para a população, mas que também terá um impacto muito positivo na formação dos nossos alunos. É um avanço para a saúde do nosso estado”, pontuou.

E quem já vive essa expectativa na pele sabe o peso dessa conquista. João Felipe Xavier, estudante do quinto período de Medicina, resumiu o sentimento de quem em breve estará vestindo o jaleco nos corredores da nova unidade.

“Esse hospital não é um avanço só para nós, alunos, é um avanço para toda a população. Teremos mais locais de atuação e, no futuro, seremos médicos mais qualificados para atender a nossa própria comunidade.”

Esse sentimento de pertencimento e retorno social é compartilhado por Matheus Neri, também estudante de Medicina e presidente do Centro Acadêmico. Para ele, o grande ganho é fortalecer o elo entre a universidade e quem precisa de atendimento.

“Nós teremos uma melhor inserção junto à comunidade. É um lugar onde conseguiremos ter cada vez mais uma saúde de qualidade para a nossa população, sendo mais um centro de referência para a nossa cidade”, avaliou.

Em breve, as portas se abrirão. E o que antes era uma estrutura particular agora será um patrimônio de saúde, ensino e cuidado, de portas abertas para quem vive em Porto Velho.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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ONU alerta para risco de novo El Niño e possível seca severa na Região Norte

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A possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño entre os meses de junho e agosto acendeu um sinal de alerta para autoridades e especialistas em clima. A previsão foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta elevada probabilidade de formação do fenômeno nos próximos meses.

A preocupação é ainda maior na Região Norte do Brasil, que continua enfrentando reflexos da severa estiagem registrada nos últimos anos. Durante o último evento climático de grande intensidade, diversos rios da Amazônia alcançaram níveis historicamente baixos, provocando dificuldades no transporte fluvial, comprometendo o abastecimento de água e afetando comunidades que dependem dos rios para locomoção e subsistência.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões climáticos em várias partes do mundo. Na Amazônia, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.

Especialistas alertam que uma nova estiagem severa pode gerar impactos não apenas para a Região Norte, mas também para outras áreas do país. Isso ocorre porque a floresta amazônica desempenha papel fundamental na formação de correntes de umidade responsáveis por influenciar o regime de chuvas em diferentes regiões brasileiras.

Diante da possibilidade de um novo período de seca, o governo federal anunciou a criação de um grupo de monitoramento para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar medidas preventivas. A iniciativa reúne órgãos públicos e instituições de pesquisa com o objetivo de reduzir os impactos sobre a população e os setores mais vulneráveis.

A recomendação de especialistas é que estados e municípios reforcem os planos de contingência, principalmente em áreas que historicamente sofrem com a redução dos níveis dos rios e com o aumento dos focos de incêndio durante períodos de estiagem prolongada.

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Justiça manda indenizar personal trainer que viralizou ao comer em banheiro

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O personal trainer Guilherme Henrique Bezerra Feitosa deverá receber indenização por danos morais após decisão da Justiça de Rondônia relacionada a um caso que ganhou repercussão nacional no início deste ano. O profissional ficou conhecido após a divulgação de um vídeo em que aparecia realizando uma refeição no banheiro de uma academia em Porto Velho.

Na decisão, proferida pelo 4º Juizado Especial Cível da capital, o magistrado entendeu que houve irregularidade na forma como ocorreu a rescisão do contrato de prestação de serviços mantido entre as partes. Segundo o entendimento judicial, a medida contrariou princípios como a boa-fé objetiva e o dever de lealdade nas relações contratuais.

Conforme consta no processo, o personal trainer alegou que o encerramento do vínculo ocorreu de forma repentina, impedindo que ele comunicasse seus alunos sobre a situação. A defesa sustentou que a forma como tudo aconteceu causou prejuízos à sua imagem profissional e reputação.

Ao analisar o caso, a Justiça fixou indenização de R$ 3 mil por danos morais. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros, conforme estabelecido na sentença.

O pedido de indenização por lucros cessantes, no entanto, foi negado por ausência de provas documentais que demonstrassem os prejuízos financeiros alegados pelo profissional.

O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens mostrando Guilherme se alimentando no piso de um vestiário. A situação gerou debates sobre as condições de trabalho enfrentadas por profissionais autônomos que atuam em academias e sobre o acesso desses trabalhadores a espaços adequados para alimentação.

O processo tramita no Tribunal de Justiça de Rondônia e a sentença foi proferida no final de abril.

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