Polícia
Homem é assassinado após discussão em casa noturna
Um homem aparentando menos de 40 anos, identificado como Fábio Fernandes da Silva, foi assassinado a tiros neste domingo (8/12). O crime aconteceu na avenida Rondônia, Setor 19, em Vilhena. Uma discussão, entre ele e o autor do crime, teria começado em um estabelecimento conhecido como “Bar da Sandra”.
Uma testemunha classificou a discussão que antecedeu o assassinato, como “briga por mulher”. Uma mulher se apresentava como amiga dele no local, negou ter sido a pivô da tragédia, mas disse que Fábio trabalhava em fazendas da região, e havia chegado da zona rural.
A PM apurou que o assassino andou pela rua atrás de Fábio fazendo os disparos a curta distância. Um perito da Politec esteve no local do homicídio e recolheu três estojos da pistola 9 milímetros usada pelo assassino, que fugiu logo após o ataque a tiros e ainda não foi identificado.
A vítima foi atingida por três tiros na região da virilha, um acima do umbigo e outro na face.

Polícia
Soldado do Exército desaparece de quartel com fuzil e 20 munições
O soldado do Exército Pedro Gabriel Bezerra, de 20 anos, desapareceu do quartel em que presta serviços no sábado (17/10), no bairro do Cabanga, região central do Recife (PE). Conforme o Comando Militar do Nordeste (CMNE), ele levou o armamento individual do 7º Depósito de Suprimento, com um fuzil e 20 munições.
Segundo o advogado Jairo Santos, que representa a família do soldado, não há imagens de câmeras de segurança que o mostrem saindo do quartel. Em razão disso, os familiares continuam sem a informação se Pedro deixou ou não o local.
A família acionou a Polícia Militar e Civil de Pernambuco (PMPE e PCPE) para auxiliar o CMNE nas buscas pelo jovem.
Segundo o CMNE, no sábado (17/10), Pedro se ausentou durante o serviço de sentinela com armamentos do exército: um fuzil modelo 7,62 mm e 20 munições. O Comando informou que, diante do desaparecimento e fuga da unidade, um inquérito foi instaurado para encontrá-lo.C
“Diante da ocorrência foram adotadas as providências administrativas e legais cabíveis, incluindo a instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM), destinado à apuração das circunstâncias do fato e de eventuais responsabilidades penais”, informou o CMNE.
A cúpula militar do Nordeste comunicou que, no último domingo (18/10), foi iniciado uma operação conjunta com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para “realização de diligências”.
Caso algum cidadão tenha informações sobre a localização de Pedro, é necessário comunicar o seguinte canal de denúncia: (Whatsapp): (81) 99157-3839 ou 0800 358 0008.
Apelo da família
Os parentes de Pedro fizeram um apelo nas redes sociais para encontrá-lo. No vídeo, a mãe e o irmão de Pedro aparecem acompanhados do advogado Jairo, que descreve a angústia da família com o sumiço do soldado.
“Se alguém tem alguma informação que leva ao paradeiro dele, que entre em contato com a família através do Instagram mesmo, a família está angustiada, preocupada, sem nenhuma informação”, afirmou.
O advogado contou que até o momento só existem “especulações” sobre o desaparecimento e declarou que, se o vídeo chegar até Pedro, ele tenha consciência de que seus direitos vão ser garantidos.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Homens gravam e divulgam estupro coletivo contra indígena de 15 anos
Uma adolescente indígena de 15 anos foi vítima de estupro coletivo praticado por um grupo de cinco homens, com idades entre 22 e 50 anos, na comunidade Catitu, situada na área rural do município de Itamarati, no interior do Amazonas. O crime, ocorrido em setembro, foi gravado e divulgado em grupos do WhatsApp.
As imagens circularam, inclusive, em outros lugares do país, entre eles Rio de Janeiro e Brasília. Após ter acesso aos vídeos, uma mulher que não conhece a adolescente fez a denúncia às autoridades.
Dois homens foram presos e três estão foragidos.
Nos registros, os envolvido dizem que praticavam a violência sexual como uma espécie de “cobrança” contra a adolescente. Apesar da afirmativa, até o momento, as investigações não esclareceram a que a expressão se referia nem se há uma motivação específica por trás do crime.
Em uma das gravações, um homem aparece sobre a jovem, que está nua e deitada no chão da mata, praticando o crime enquanto uma terceira pessoa filma a cena. No segundo registro, três homens aparecem juntos fazendo consumo de bebida alcoólica. Um deles segura os braços da adolescente para trás enquanto os demais a tocam.
O material foi inicialmente compartilhado em dois grupos de indígenas. Os investigados, entretanto, afirmam não saber quem foi responsável por disseminar as gravações para além desses canais de mensagem.
O caso foi enquadrado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) nos artigos 213 e 348 do Código Penal, que tratam, respectivamente, de estupro e favorecimento pessoal, e nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminalizam a produção e a divulgação de imagens de sexo explícito envolvendo crianças ou adolescentes.
Os investigados
Os cinco suspeitos foram identificados. Com ordem de prisão ativa desde o fim de setembro, três suspeitos são considerados foragidos da Justiça: Kodo Isaias Kanamari, de 22 anos; e Tucuwi Carlinhos dos Santos Kanamari, de 25 anos. Até o fechamento desta reportagem, o nome do terceiro suspeito não havia sido divulgado.
Conhecido como “Zeca Bomba”, um dos investigados, de aproximadamente 50 anos, está preso desde 9 de outubro. Ele é o único homem não indígena do grupo.
Já Awano Rafael Kanamari, de 33 anos, apontado como responsável por filmar as cenas do crime, foi preso nesta segunda-feira (19/10), após se entregar à polícia do município.
Segundo as autoridades locais, a adolescente, pertencente ao povo Kanamari, está recebendo tratamento médico e psicológico especializado. Ela também foi matriculada em uma escola.
Invisibilidade de mulheres indígenas
Para a advogada indígena Inory Kanamari, que acompanha o caso, o episódio evidencia a invisibilidade e a negligência enfrentadas por mulheres indígenas vítimas de violência.
Ela aponta diferenças na repercussão de casos envolvendo vítimas indígenas e não indígenas e argumenta que fatores como origem étnica e condição socioeconômica influenciam a mobilização da sociedade e a resposta das instituições.
“Os corpos das mulheres indígenas parecem continuar ocupando um lugar de menor importância na atenção pública. É impossível não refletir sobre como a origem étnica e a condição socioeconômica influenciam a visibilidade de uma vítima, a mobilização da sociedade e a resposta das instituições”, afirma.
Inory, entretanto, reconhece os esforços empregados pela Polícia Civil de Itamarati, especialmente diante das limitações estruturais e de efetivo enfrentadas pela delegacia local.
“Enxergamos as prisões como um avanço importante para o andamento das investigações. É preciso reconhecer o trabalho desses profissionais, que atuam em um cenário de precariedade estrutural e ausência de recursos adequados do Estado, chegando, inclusive, a custear com recursos próprios despesas necessárias à realização de diligências, investigações e captura dos envolvidos”, destaca.
O delegado usou recursos próprios para abastecer a embarcação cedida pela prefeitura durante as diligências para prender Zeca Bomba. Na ocasião, a região enfrentava um período de estiagem, que dificultava o deslocamento fluvial e a chegada de combustível ao município.
A advogada Amanda Pinheiro, do Instituto as Manas, que também atua no processo, ressalta ainda dificuldades de acesso às políticas públicas de proteção em casos de violência sexual contra mulheres indígenas.
“É crime hediondo, violação de direitos humanos, invisibilizado por se tratar de adolescente indígena, oprimida pela cultura da responsabilização e desvalor da vítima. Essa conduta violadora ainda é naturalizada quando se trata de corpos indígenas, calados pelo medo e pela falta de acesso às políticas públicas que os alcancem na sua localidade e realidade”, lamenta Amanda.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Ex-vereador e secretário municipal morre após ser baleado por policiais
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados e ex-vereador Jefferson Dias da Silva, conhecido como Jefferson da Linave, de 51 anos, morreu após ser baleado por policiais na noite desta segunda-feira (19), na Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ocorrência foi registrada nas proximidades da estação Marinha Mercante do BRT, na região da Penha.
Segundo relatos de testemunhas, Jefferson estava em um carro da marca BYD quando policiais deram ordem de parada. O veículo teria desobedecido à abordagem, e os agentes efetuaram disparos contra o automóvel. O secretário parou alguns metros adiante.
Imagens gravadas por motoristas que passavam pelo local mostram policiais atirando em direção ao carro.
As circunstâncias da ocorrência serão investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca. Os policiais envolvidos na ação prestaram depoimento à Polícia Civil.
Jefferson era filiado ao partido Democracia Cristã (DC), era casado e tinha uma filha. Além de ocupar o cargo de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, ele já havia exercido mandato como vereador em Queimados.
O prefeito do município, Glauco Kaizer, esteve no local e acompanhou a perícia realizada pela Polícia Civil. Nas redes sociais, ele lamentou a morte do secretário e ex-vereador.
Em nota, a Prefeitura de Queimados também manifestou pesar pela morte e se solidarizou com familiares e amigos, especialmente com a esposa e a filha de Jefferson.
A esposa do secretário, Cíntia Belchior, também foi ouvida pelos investigadores. Até o momento, não há confirmação de que ela estivesse no veículo durante a abordagem policial.
O corpo de Jefferson foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), na região central do Rio. Não foram divulgadas informações sobre o local e o horário do sepultamento.
O que dizem as autoridades
A Polícia Militar informou que agentes do 22º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na Maré, tentaram abordar um veículo que trafegava pela Avenida Brasil, no sentido Zona Oeste, na altura de Bonsucesso, na noite de segunda-feira (19). A corporação não informou a quem pertencia o automóvel.
Segundo a PM, as armas dos policiais envolvidos na ocorrência foram apreendidas. A instituição lamentou a morte de Jefferson e afirmou que o local foi preservado para a realização da perícia.
A corporação também informou que colabora com as investigações da Polícia Civil e instaurou um procedimento interno, por meio da Corregedoria-Geral, para apurar a conduta dos agentes envolvidos.
Até a última atualização, a Polícia Civil e o governo do estado não haviam se manifestado sobre o caso.
Fonte: G1
